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Ballet de Repertório

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Aqui, vale uma explicação elementar: o termo Repertório é o conjunto das obras interpretadas por uma companhia teatral, por um ator, por uma orquestra, por um solista, e assim segue. Quando esse nome é associado à obra, entendemos que se trata de um clássico, um trabalho que não se perde com o tempo, e é patrimônio cultural e artístico mundial. Por esse motivo, sua trilha, coreografia e outros elementos que a caracterizam não podem ser modificados.

Entre as peças de ballet de repertório, as mais conhecidas por nós são:

A Bela Adormecida
Foi o grande sucesso de Tchaikovsky em vida, e acompanhou um momento histórico importante, correspondente à queda dos Czares na Rússia. Uma curiosidade é com relação à personagem Carabosse, uma fada do mal que era às vezes representada por um homem, para parecer mais grosseira e pesada.

La Fille Mal Gardée
É o mais antigo dos ballets de repertório conhecidos até hoje, que teve sua estréia a apenas 13 dias da queda da bastilha, muito alinhada aos acontecimentos da época. Além de ser revolucionário no ponto de vista histórico, foi uma peça diferente do que se conhecia até então, tendo personagens reais em sua narrativa no lugar das usuais fadas, deuses e ninfas.

Dom Quixote
Essa obra marca a ascensão da Rússia ao centro mundial da dança. A peça foi apresentada especialmente na Rússia, até a migração de grandes nomes soviéticos para o Ocidente, como Nureyev, Barishnikov e Balanchine, que levaram o tema para ser representado por outras companhias.

Giselle
Expressão máxima do Romantismo dominante do século XIX no campo da dança, é uma trama que se desenvolve em torno de uma figura feminina. Na narrativa, seres sobrenaturais (Willis) vêm substituir os Deuses do Olimpo (Gregos e Romanos), que eram mais utilizados anteriormente.

O Quebra-Nozes

Esta é uma das peças de suma importância para o ballet russo, definindo-o como grande centro no lugar da França. Seu coreógrafo, Lev Ivanov, que era russo e discípulo de Marius Petipa, assumiu a coreografia quando seu mestre demonstrou pouco interesse por ser essa uma obra de aspecto infantil. Foi a segunda composição de Tchaikovsky para ballet, e considerada um dos mais perfeitos casamentos entre coreografia e música, pois nenhum dos dois se sobressai em relação ao outro.

O Lago dos Cisnes
A primeira tentativa da montagem em 1877 foi um fracasso, tanto pela inexpressiva coreografia de Julius Reisinger como pela atuação insuficiente da primeira bailarina, Pelágia Karpakova,. A versão de 1895 é a que temos como referência, com coreografia de Lev Ivanov e Marius Petipa – discípulo e mestre atribuindo vigor, qualidade e técnica a um dos maiores clássicos de todos os tempos. É marca do Lago dos Cisnes a trama totalmente irreal, construída na época do Romantismo/ Realismo. A coreografia do 1º e do 3º ato, de Petipa, é extremamente vigorosa e técnica, enquanto os 2º e 4º atos, de Ivanov, são extremamente poéticos. Essa diferença nos estilos trouxe o equilíbrio entre coreografia e música , que torna a obra única no cenário das peças clássicas.

Romeu e Julieta
A obra de Shakespeare, em suas muitas faces, já imortalizada na literatura, teve semelhante destino entre as coreografias clássicas. Houve uma tentativa na versão estreada em 1940, a mais popular entre todas e com a música de Prokofiev, de alterar o roteiro para que os amantes não morressem no final. No entanto, esse final foi abandonado por descaracterizar a obra e por não ter sido bem aceita. Destaque nessa versão para personagens secundários, como Mercúcio, cujo tema alcança cerca de 30 minutos e tornou-se um dos papéis disputados pelos melhores bailarinos do mundo.

La Sylphide
Embora usadas em montagens anteriores, foi em La Sylphide, que as sapatilhas de ponta foram usadas ao longo de toda a peça, gerando mudanças significativas na dança clássica, como o reposicionamento do homem como partner da bailarina, mais do que bailarino. Com isso, os pas-de-deux se tornaram mais sensuais, pois o homem toca a bailarina com maior freqüência e precisa escorá-la com o próprio corpo.